Reconhecer sinais da depressão pode ajudar a salvar vida
Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, a atenção à saúde mental ganha ainda mais espaço. Entre os transtornos que exigem cuidado está a depressão, uma condição que pode afetar diferentes áreas da vida e que, quando não identificada e tratada adequadamente, pode se agravar.
De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão é uma doença mental de alta prevalência e está entre as condições mais associadas ao suicídio. Os sintomas podem incluir tristeza persistente, perda de interesse ou prazer em atividades antes consideradas agradáveis, cansaço, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, baixa autoestima e sentimentos de culpa ou desesperança.
Para a psicóloga do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Flávia Moraes, reconhecer essas mudanças é importante não apenas para quem está passando pelo sofrimento, mas também para familiares, amigos e pessoas próximas. “Nem sempre a depressão se manifesta de maneira evidente. Algumas pessoas deixam de fazer atividades que antes gostavam, passam a se isolar, demonstram irritabilidade ou apresentam mudanças importantes na rotina. Observar essas alterações e não tratar o sofrimento como algo passageiro pode ser o primeiro passo para que essa pessoa receba ajuda”, explica.
Mudanças de comportamento merecem atenção
Um dos principais desafios relacionados à depressão é identificar quando alterações emocionais e comportamentais deixam de ser apenas uma reação momentânea a uma situação difícil e passam a exigir avaliação profissional.
Entre os sinais que podem indicar a necessidade de atenção estão a perda persistente de interesse pelas atividades cotidianas, isolamento, falta de energia, alterações importantes no sono ou no apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa e uma visão cada vez mais negativa sobre o futuro. O Ministério da Saúde orienta que sintomas depressivos persistentes por duas semanas ou mais sejam avaliados por um profissional de saúde.
“É importante entender que não devemos tentar diagnosticar alguém por conta própria. O papel de familiares e amigos é perceber mudanças, oferecer escuta e incentivar a busca por ajuda. Comentários como ‘isso é falta do que fazer’ ou ‘você precisa reagir’ podem aumentar o sentimento de incompreensão. O acolhimento deve vir acompanhado de orientação para que a pessoa procure atendimento”, ressalta a especialista.
Outro aspecto que merece atenção é quando uma pessoa que vinha apresentando sinais de depressão demonstra, de forma repentina, uma melhora significativa no humor. Embora possa parecer um sinal positivo, essa mudança, especialmente quando acompanhada de comportamentos incomuns, pode indicar uma alteração importante no estado emocional e precisa ser observada com cuidado.
“Alguns comportamentos podem chamar a atenção nesse momento, como organizar documentos e assuntos pessoais, doar objetos de valor afetivo, procurar pessoas para encontros que assumem um tom de despedida ou fazer declarações como ‘você foi muito importante para mim’, ‘logo vai ficar tudo bem’ ou ‘encontrei uma saída’, quando essas falas não condizem com o contexto vivido até então. Em alguns casos, essa aparente melhora pode estar relacionada à diminuição da angústia após uma decisão já tomada, o que torna a situação ainda mais preocupante”, explica Flávia.
Diante desses sinais, a orientação é não minimizar a mudança de comportamento. “É importante perguntar de forma direta e acolhedora se a pessoa está pensando em fazer algo contra si mesma. Falar sobre o assunto não estimula o comportamento suicida; ao contrário, pode abrir espaço para que ela expresse o que está vivendo. Se houver risco, ela não deve ser deixada sozinha e é fundamental buscar ajuda profissional imediatamente, acompanhando-a até um serviço de saúde”, diz.
Como ajudar alguém que não está bem?
Para quem percebe sinais de sofrimento em uma pessoa próxima, uma conversa aberta e sem julgamentos pode ser um ponto de partida. O Ministério da Saúde recomenda encontrar um momento adequado e um local tranquilo para conversar, ouvir com atenção e oferecer apoio. Também é importante incentivar a busca por profissionais e serviços de saúde e, quando necessário, oferecer companhia durante o atendimento.
“Perguntar como a pessoa está, ouvir de verdade e demonstrar que ela não está sozinha são atitudes simples, mas importantes. Muitas vezes, quem está sofrendo pode ter dificuldade até mesmo para pedir ajuda. Por isso, a presença de uma rede de apoio faz diferença”, afirma a psicóloga do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista.
A atenção deve ser redobrada diante de falas relacionadas à morte, à falta de esperança ou ao desejo de desaparecer, além de mudanças bruscas de comportamento e isolamento. Esses sinais não devem ser ignorados ou interpretados como uma tentativa de chamar atenção. Segundo o Ministério da Saúde, manifestações relacionadas ao desejo de morrer devem ser encaradas como sinais de alerta e demandam acolhimento e busca por ajuda.
Em situações de risco imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar atendimento de emergência. A Rede de Atenção Psicossocial do SUS também oferece diferentes pontos de cuidado em saúde mental, incluindo unidades de atenção básica, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e serviços de urgência e emergência.
Crédito da foto: Magnific/Divulgação.
Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, com média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
Predicado Comunicação
Viviane Bucci – viviane@predicado.com.br (11) 9 1119-2911 WhatsApp
Vanessa de Oliveira - vanessa@predicado.com.br (11) 9 7529-0140 WhatsApp
Carolina Fagnani - carolina@predicado.com.br (11) 9 9144-5585 WhatsApp
Carolina Santaro - carolina.santaro@predicado.com.br (11) 9 3072-8305 WhatsAp