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Captação de órgãos é etapa fundamental para transformar doação em novas oportunidades de vida

Captação de órgãos é etapa fundamental para transformar doação em novas oportunidades de vida

Durante o Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista reforça a importância de informar a população sobre todas as etapas que envolvem o processo de doação. Entre elas, a captação de órgãos representa um momento fundamental para que a decisão de uma família possa contribuir efetivamente para a realização de transplantes e para a continuidade da vida de pacientes que aguardam por um órgão.
 

No Brasil, a doação de órgãos de pessoas falecidas depende da autorização da família. Após a confirmação da morte encefálica ou, em situações específicas, da parada cardiorrespiratória (somente doação de corneas), as equipes responsáveis avaliam a possibilidade de doação, realizam entrevistas com os familiares e seguem protocolos específicos para garantir a segurança de todo o processo.
 

Segundo o enfermeiro Wilson Moraes, coordenador da e-DOT, o sistema eletrônico utilizado para o gerenciamento do processo de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, a captação envolve uma série de procedimentos técnicos e exige a atuação integrada de diferentes profissionais. “A captação de órgãos é um processo extremamente cuidadoso e organizado. Depois que existe a identificação de um potencial doador, são realizados exames especificos e se confirmada a morte encefálica, e a família autoriza a doação, uma série de etapas é realizada para avaliar quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados, garantir a segurança do receptor e viabilizar a retirada e o encaminhamento para transplante. É um trabalho que envolve conhecimento técnico, agilidade e, principalmente, muito respeito ao doador e aos seus familiares”, explica Wilson Moraes.
 

A identificação de potenciais doadores também é uma etapa essencial. No sistema brasileiro, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) atuam em conjunto com a Equipe Hospitalar de Doação para Transplante (e-DOT), identificando possíveis doadores e contribuindo para a viabilização do processo de doação.
 

Após a autorização familiar e a confirmação das condições clínicas necessárias, a retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico por uma equipe de cirurgiões autorizada e capacitada para esse tipo de procedimento. O corpo do doador é posteriormente recomposto e liberado à família, respeitando os cuidados necessários.
 

Entre os órgãos e tecidos que podem ser destinados a transplantes estão rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões, dependendo das condições clínicas do doador e da avaliação das equipes responsáveis.
 

Para o especialista, falar sobre o tema ainda em vida é uma das principais formas de contribuir para que a vontade de uma pessoa seja conhecida pela família. “Muitas vezes, as pessoas acreditam que basta se declarar doadoras, mas, no Brasil, a autorização da família é fundamental. Por isso, mais importante do que apenas ter o desejo de doar é conversar com os familiares sobre essa decisão. Em um momento de dor, quando a família é informada sobre a possibilidade de doação, saber que aquela era a vontade do ente querido pode fazer toda a diferença”, destaca Wilson.
 

O Ministério da Saúde reforça que a conversa com familiares e amigos é essencial para que a intenção de doar seja conhecida. Os órgãos doados são destinados a pacientes que aguardam por um transplante dentro do Sistema Nacional de Transplantes.


 

Doação que continua a vida
 

Mais do que uma questão médica, a doação de órgãos envolve solidariedade e pode representar uma nova oportunidade para pessoas que enfrentam doenças graves e dependem de um transplante.
 

“É importante que a sociedade compreenda que existe toda uma estrutura por trás da doação e da captação de órgãos, formados por profissionais éticos. Quando uma família autoriza a doação, existe uma grande mobilização de profissionais para que os órgãos possam chegar, com segurança e dentro do tempo adequado, aos pacientes que aguardam por um transplante. É um gesto que pode transformar uma situação de perda em uma possibilidade concreta de recomeço para outras pessoas”, finaliza Wilson Moraes.

 

Crédito da foto: Magnific/Divulgação. 


 

Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
 

O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 

Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
 

A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
 

No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, com média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.


 

Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista

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