Tabagismo volta a acender alerta no Brasil e reforça importância da prevenção do câncer
Depois de anos de redução, o tabagismo no Brasil apresenta um cenário que acende um novo alerta. Dados do Vigitel 2024, publicados entre 2025 e 2026, revelam que o percentual de fumantes adultos passou de 9,3% em 2023 para 11,5% em 2024, um aumento de aproximadamente 25%.
O aumento ocorre em um contexto de mudanças nos hábitos de consumo de produtos derivados do tabaco, incluindo a popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco evitáveis para o desenvolvimento de câncer e está associado a diferentes tipos de tumores.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, reforça a importância de manter a conscientização sobre os riscos do tabagismo durante todo o ano.
Para o oncologista Thiago Alcantara, do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, os números reforçam que o combate ao cigarro precisa continuar sendo tratado como uma questão de saúde pública. “O tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para o câncer. Quando observamos novamente um aumento na proporção de fumantes, precisamos reforçar a importância da prevenção e, principalmente, do acesso à informação e ao tratamento para quem deseja parar de fumar. Não se trata apenas do câncer de pulmão: o cigarro está relacionado a diversos outros tipos de câncer e a uma série de doenças”, explica o especialista.
O tabagismo está associado ao desenvolvimento de cânceres de pulmão, boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim e bexiga, entre outros. No caso do câncer de pulmão, o INCA aponta o tabagismo e a exposição passiva à fumaça do tabaco como importantes fatores de risco.
Parar de fumar traz benefícios em qualquer fase da vida
Apesar dos riscos, abandonar o cigarro pode trazer benefícios à saúde mesmo para quem fuma há muitos anos. De acordo com o oncologista, a ideia de que “já é tarde demais” para interromper o hábito é um dos principais obstáculos que precisam ser combatidos.
“Quanto antes a pessoa parar de fumar, melhor, mas nunca é tarde para tomar essa decisão. O organismo começa a se recuperar depois que o consumo é interrompido e, ao longo do tempo, diversos riscos relacionados ao tabagismo diminuem. Para quem tem dificuldade em parar sozinho, é importante procurar ajuda profissional”, afirma Thiago.
O tratamento para deixar de fumar pode incluir acompanhamento de profissionais de saúde e estratégias específicas para lidar com a dependência da nicotina. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para pessoas que desejam abandonar o tabagismo.
O especialista também chama a atenção para a exposição à fumaça do cigarro. O chamado tabagismo passivo pode provocar danos à saúde de pessoas que não fumam, especialmente quando a exposição ocorre de maneira frequente. “O combate ao tabagismo também significa proteger quem está ao nosso redor. Evitar fumar dentro de casa, no carro ou em ambientes compartilhados é uma atitude importante para reduzir a exposição de familiares e outras pessoas à fumaça”, ressalta.
Cigarro eletrônico não é inofensivo
Outro ponto de atenção é o crescimento da popularidade dos cigarros eletrônicos, principalmente entre públicos mais jovens. O INCA destaca que os dispositivos eletrônicos para fumar não são produtos inofensivos e podem expor os usuários à nicotina e a outras substâncias potencialmente tóxicas.
“Existe uma falsa percepção de que o cigarro eletrônico seria uma alternativa segura ao cigarro convencional. Não é. A melhor estratégia para a saúde é não consumir produtos derivados do tabaco. Para quem já fuma, buscar ajuda para interromper o consumo é sempre a melhor escolha”, destaca Thiago.
O oncologista lembra que a prevenção continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir a ocorrência de doenças relacionadas ao cigarro.
“A prevenção do câncer começa também pelas escolhas do dia a dia. Parar de fumar é uma das decisões mais importantes que uma pessoa pode tomar pela própria saúde. E quem já tentou e não conseguiu deve tentar novamente, buscando apoio profissional. O importante é não desistir”, conclui.
Crédito da foto: Divulgação/Magnific
Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, com média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
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