CONTATO:

Hepatites virais podem avançar silenciosamente e causar danos graves ao fígado

Hepatites virais podem avançar silenciosamente e causar danos graves ao fígado

Silenciosas na maioria dos casos, as hepatites B e C podem levar anos para apresentar os primeiros sintomas. Quando descobertas tardiamente, essas infecções podem comprometer o funcionamento do fígado e evoluir para cirrose, insuficiência hepática e câncer. O alerta ganha ainda mais importância durante o Julho Amarelo, campanha nacional dedicada à conscientização sobre as hepatites virais.
 

Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais provocam cerca de 1,3 milhão de mortes por ano no mundo. Apesar desse impacto, muitas pessoas convivem com a infecção sem saber, o que reforça a necessidade da realização de testes e do acompanhamento médico.
 

"A hepatite B pode permanecer silenciosa por anos. Quando o diagnóstico ocorre tardiamente, o paciente pode já apresentar lesões importantes no fígado. A vacinação e a realização dos testes são fundamentais para prevenir complicações", explica o infectologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dr. Fellipe Godoy.
 

A hepatite B está entre as principais causas de cirrose no mundo. O vírus é transmitido pelo contato com sangue, por relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção.
 

Os dados também mostram o impacto da doença no Brasil. Entre 2000 e 2022, a hepatite B respondeu por 21,7% das mortes relacionadas às hepatites virais no país, enquanto a hepatite C foi responsável por 75,9% dos óbitos registrados no mesmo período.
 

Embora ainda não exista vacina contra a hepatite C, os avanços no tratamento mudaram o cenário da doença. Atualmente, os antivirais de ação direta alcançam taxas de cura superiores a 95%.
 

"O maior desafio continua sendo identificar as pessoas que vivem com o vírus antes que a doença provoque danos irreversíveis. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde do fígado", afirma o especialista.
 

Além das hepatites B e C, outros vírus também podem provocar inflamação no fígado. As hepatites A e E são transmitidas principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados e costumam causar infecções agudas. A hepatite A possui vacina disponível, enquanto a hepatite E exige atenção especial em gestantes devido ao maior risco de complicações. Já a hepatite D depende da infecção pelo vírus da hepatite B para se desenvolver.
 

A ausência de sintomas é uma das principais dificuldades. Quando aparecem, os sinais podem incluir cansaço, febre, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura e olhos amarelados. Por isso, pessoas que tiveram exposição a situações de risco devem procurar uma unidade de saúde para realizar os testes, mesmo que se sintam bem.
 

O tratamento varia conforme o tipo de hepatite. Nos casos das hepatites A e E, o acompanhamento é voltado ao controle dos sintomas. Já as hepatites B e D não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos capazes de reduzir a progressão da doença, enquanto a hepatite C pode ser curada com os tratamentos de Antivirais de Ação Direta (DAAs).
 

Como parte da assistência aos pacientes com doenças hepáticas, o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista mantém, em seu Centro de Nefrologia e Hemodiálise, uma sala exclusiva para pacientes com hepatite B. Habilitada pelo Ministério da Saúde para integrar a Rede de Atenção Especializada em Doença Renal Crônica, a unidade segue protocolos específicos para garantir a segurança assistencial durante a realização das sessões de hemodiálise.
 

“A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a transmissão das hepatites virais”, afirma o médico. Manter a vacinação em dia, utilizar preservativos nas relações sexuais, não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue, exigir materiais esterilizados em procedimentos e consumir água e alimentos em condições adequadas de higiene são medidas que ajudam a proteger a saúde do fígado.
 

Crédito da foto: Maginfic/Divulgação. 

 

Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
 

O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 

Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
 

A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
 

No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, com média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
 

 

Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista

Predicado Comunicação
 

Viviane Bucci – viviane@predicado.com.br (11) 9 1119-2911 WhatsApp

Vanessa de Oliveira - vanessa@predicado.com.br (11) 9 7529-0140 WhatsApp

Carolina Fagnani - carolina@predicado.com.br (11) 9 9144-5585 WhatsApp

Carolina Santaro - carolina.santaro@predicado.com.br (11) 9 3072-8305 WhatsApp