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Doação de sangue pode salvar até quatro pessoas

Doação de sangue pode salvar até quatro pessoas

Atualmente, são coletadas no Brasil cerca de 3,6 milhões de bolsas de sangue por ano, o que corresponde a aproximadamente 1,8% da população doando sangue. Embora o índice esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta que entre 1% e 3% da população de cada país seja doadora, a manutenção dos estoques ainda depende da doação regular.
 

Durante os meses de junho e julho, as doações costumam registrar queda, em razão do frio, férias escolares e menor deslocamento das pessoas. Alguns levantamentos apontam redução de até 30% nos estoques durante o inverno. Diante disso, a campanha “Junho Vermelho”, que tem como marco o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, busca conscientizar a população sobre a importância desse gesto. Uma única doação pode salvar até quatro vidas, já que o sangue coletado é separado em diferentes componentes e utilizado conforme a necessidade de cada paciente.
 

“O sangue é insubstituível e essencial em diversas situações clínicas. Ele salva vidas em atendimentos emergenciais, permite a realização de cirurgias complexas e é fundamental para pacientes com doenças crônicas que dependem de transfusões regulares ou de medicamentos derivados do plasma. Por isso, tem uma importância vital para a saúde pública”, destaca o Dr. Antônio Paulo Servantes, hematologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista.
 

Embora o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista não possua hemonúcleo para a realização das coletas, a instituição conta com um Banco de Sangue que recebe bolsas repassadas pelo hemocentro do município e as utiliza no atendimento aos pacientes internados. A orientação é procurar o hemocentro mais próximo e verificar os critérios para doação.
 

“Doar sangue é um ato que tem impacto direto na vida de quem está em tratamento. As bolsas recebidas aqui abastecem o nosso Banco de Sangue e são fundamentais para atender cirurgias, emergências e pacientes com doenças graves. A doação feita em outros locais chega até nós e ajuda a salvar vidas todos os dias”, reforça o hematologista.
 

O sangue doado é utilizado em atendimentos de urgência e emergência, cirurgias de grande porte, tratamentos oncológicos, transplantes e no cuidado de pacientes com doenças graves ou crônicas. Por isso, os estoques precisam ser abastecidos continuamente, não apenas em períodos de campanha ou quando há apelos emergenciais.
 

A doação regular é fundamental porque o sangue tem prazo de validade e a demanda dos hospitais é constante. Pacientes internados, vítimas de acidentes, pessoas em tratamento contra o câncer e profissionais de saúde que atuam em procedimentos de alta complexidade dependem da disponibilidade segura dessas bolsas.

 

Quem pode doar
 

Para ser doador, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e apresentar documento oficial com foto. Pessoas com 16 ou 17 anos devem estar acompanhados de um responsável legal ou apresentar autorização assinada.
 

Também é importante estar descansado, alimentado e evitar alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Algumas condições podem impedir temporariamente o procedimento, como sintomas de gripe ou resfriado, gestação, pós-parto recente, uso de determinados medicamentos e procedimentos recentes, como tatuagens ou piercings. Pessoas que tiveram Covid-19 também devem respeitar o intervalo recomendado após o fim dos sintomas antes de doar.
 

A avaliação realizada no local da coleta é uma etapa essencial para garantir a segurança do doador e de quem receberá o sangue.

 

Cuidados após a doação
 

Depois da doação, o recomendado é aumentar a ingestão de líquidos, evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas e não consumir bebidas alcoólicas nesse período. Também é indicado não fumar por cerca de duas horas e manter o curativo no local da punção por pelo menos quatro horas.
 

Atividades que envolvem maior risco, como dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho, devem ser evitadas logo após a doação. Esses cuidados ajudam na recuperação do doador e reduzem o risco de mal-estar.
 

“Os estoques de sangue dependem da solidariedade da população durante todo o ano. Por isso, é importante que a doação faça parte da rotina de quem está apto a doar, e não apenas em períodos de campanhas ou emergências”, conclui o médico.

 

Crédito da foto: Divulgação/ Magnific.

 

Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
 

O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 

Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
 

A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
 

No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
 

Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista

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