Doença que afetou Stephen Hawking e astro de Grey’s Anatomy acende alerta para sintomas silenciosos
A Esclerose Lateral Amiotrófica, mais conhecida como ELA, é uma doença grave, rara e progressiva que afeta o sistema nervoso. A condição ficou conhecida por acometer o físico britânico Stephen Hawking, diagnosticado aos 21 anos, que se tornou um símbolo de superação ao viver mais de 50 anos com a doença, e pelo caso do ator norte-americano Eric Dane, conhecido por interpretar o Dr. Mark Sloan em Grey’s Anatomy e Cal Jacobs em Euphoria, diagnosticado com ELA em abril de 2025 e que faleceu em fevereiro de 2026, aos 53 anos, em decorrência de insuficiência respiratória.
Apesar da visibilidade desses casos, a doença ainda é pouco compreendida por grande parte da população. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica e o Dia Nacional de Luta Contra a ELA são celebrados em 21 de junho, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a condição, incentivar o diagnóstico e reforçar a importância do apoio a pacientes e familiares.
A ELA ataca os neurônios motores, células nervosas responsáveis por comandar os movimentos voluntários do corpo. Com o tempo, o cérebro perde a capacidade de iniciar e controlar esses movimentos, o que leva a uma fraqueza muscular progressiva. A doença pode afetar atividades como andar, segurar objetos, falar, mastigar, engolir e, em fases mais avançadas, respirar.
Mesmo com o comprometimento motor, a ELA não costuma afetar a inteligência, a sensibilidade, como o tato, nem os sentidos, como a visão, a audição, o olfato e o paladar.
“A ELA pode começar com sinais discretos, como fraqueza em uma das mãos, tropeços frequentes, câimbras, alteração na fala ou dificuldade para engolir. Quando esses sintomas persistem e evoluem, é importante procurar avaliação neurológica”, explica o Dr. Santiago Sanchez, diretor clínico e neurocirurgião do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista.
Na maioria dos casos, a causa da ELA é desconhecida. São os chamados casos esporádicos, responsáveis por mais de 90% dos diagnósticos. Em uma parcela menor, inferior a 10%, a doença pode ter origem familiar, quando há outros casos na mesma família. Nessas situações, o aconselhamento genético pode ser recomendado.
A condição costuma aparecer com maior frequência entre os 55 e 75 anos. Embora a ciência ainda investigue os motivos exatos da doença, sabe-se que ela envolve a degeneração e a morte progressiva dos neurônios motores.
Sinais que pedem atenção
Os sintomas iniciais variam de acordo com cada paciente. Em alguns casos, a ELA começa com perda de força nas mãos, dificuldade para segurar objetos, tropeços ou quedas. Em outros, os primeiros sinais aparecem na fala, com voz mais arrastada, engasgos ou dificuldade para mastigar e engolir.
Com a evolução da doença, a fraqueza muscular tende a atingir outras regiões do corpo. Em fases mais avançadas, os músculos responsáveis pela respiração também podem ser comprometidos, exigindo acompanhamento especializado.
“Nem toda fraqueza ou câimbra significa ELA, mas sintomas progressivos e sem explicação clara não devem ser ignorados. O diagnóstico correto permite organizar o cuidado, acompanhar a evolução da doença e preservar a qualidade de vida pelo maior tempo possível”, afirma o neurologista.
O diagnóstico é feito principalmente por meio da avaliação clínica do neurologista, com análise dos sintomas, exame físico e histórico do paciente. Não existe um único exame capaz de confirmar a ELA de forma isolada. Por isso, a investigação pode incluir eletroneuromiografia, exames de imagem e exames laboratoriais, utilizados também para descartar outras doenças com sintomas semelhantes.
Atualmente, a ELA não tem cura. O tratamento busca retardar a evolução da doença, controlar sintomas, prevenir complicações e manter a autonomia do paciente. Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados para desacelerar a progressão.
O acompanhamento também deve envolver uma equipe multidisciplinar, com fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, terapia ocupacional, suporte respiratório e apoio psicológico.
“O cuidado com o paciente com ELA precisa ser contínuo e integrado. O objetivo é oferecer suporte em cada fase da doença, reduzir complicações e garantir mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida”, completa o Dr. Santiago.
Crédito: Reprodução Grey`s Anatomy / Divulgação.
Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, com média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
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