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Maio Roxo alerta para doenças inflamatórias intestinais, responsáveis por 170 mil internações no SUS em dez anos

Maio Roxo alerta para doenças inflamatórias intestinais, responsáveis por 170 mil internações no SUS em dez anos

Dedicada à conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais, conhecidas como DIIs, campanha Maio Roxo foi criada para promover debates sobre doenças de Crohn e a retocolite ulcerativa, principais problemas desse grupo. 
 

De acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde, as doenças inflamatórias intestinais resultaram em cerca de 170 mil internações no SUS entre 2015 e 2024.
 

As DIIs são doenças crônicas, autoimunes e inflamatórias que atingem o trato gastrointestinal. Embora ainda não tenham cura definitiva, podem ser controladas com acompanhamento especializado, diagnóstico correto e tratamento contínuo. Entre os sintomas mais comuns estão dor abdominal persistente, diarreia crônica, presença de sangue ou muco nas fezes, fadiga, perda de peso e fraqueza. 
 

Segundo o gastroenterologista e Coordenador do serviço de Endoscopia Digestiva, Dr. Regis Takazaki do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, um dos principais desafios é diferenciar sintomas passageiros de sinais que precisam de investigação médica.
 

“É comum que muitas pessoas normalizem alterações intestinais, associando os sintomas apenas à alimentação ou ao estresse. Mas quando há diarreia persistente, sangue nas fezes, dor abdominal recorrente, perda de peso sem explicação ou cansaço intenso, é fundamental procurar atendimento. O diagnóstico precoce ajuda a controlar a inflamação, evita complicações e melhora muito a qualidade de vida do paciente”, explica o especialista.
 

A doença de Crohn, por exemplo, pode acometer qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, e costuma aparecer de forma descontínua, com áreas inflamadas intercaladas por regiões saudáveis. Já a retocolite ulcerativa atinge o cólon e o reto, geralmente de forma contínua, provocando inflamação na mucosa intestinal. 
 

As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas os estudos apontam relação entre predisposição genética, alterações do sistema imunológico, fatores ambientais e desequilíbrio da microbiota intestinal. Na prática, ocorre uma resposta inflamatória exagerada do organismo, que passa a agredir o próprio trato gastrointestinal. 
 

O diagnóstico é feito pelo gastroenterologista a partir da avaliação clínica, histórico do paciente e exames complementares, como exames de sangue, fezes, imagem e colonoscopia. Em alguns casos, a confirmação pode exigir biópsia e acompanhamento contínuo para diferenciar Crohn, retocolite e outras doenças intestinais. 
 

“O tratamento não é igual para todos. Ele depende da gravidade, da extensão da inflamação e da resposta de cada paciente. O objetivo é controlar os sintomas, reduzir a inflamação e manter a doença em remissão pelo maior tempo possível. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem ter rotina ativa e qualidade de vida”, reforça o gastroenterologista. 
 

O tratamento pode incluir medicamentos anti-inflamatórios, imunossupressores, terapias biológicas e, em situações mais graves ou com complicações, cirurgia. Além disso, o acompanhamento regular é essencial para monitorar a evolução da doença, ajustar condutas e prevenir crises.
 

“Falar sobre o tema é uma forma de reduzir o tabu e estimular o cuidado. Sintomas intestinais persistentes não devem ser ignorados. Quanto antes o paciente procura avaliação, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações”, finaliza.

 

 

Crédito da foto: Magnifi/Divulgação.
 

 

Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
 

O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 

Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
 

A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 

Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
 

No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.

 

 

Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista

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