Brasil teve mais de 4,1 milhões de afastamentos do trabalho em 2025; dores nas costas e fraturas estão entre as principais causas
O Brasil registrou mais de 4,1 milhões de afastamentos do trabalho por incapacidade temporária em 2025, o maior número dos últimos cinco anos. Nesse cenário, chamam atenção os problemas ligados à saúde ortopédica, como dores nas costas, desgaste na coluna, fraturas e lesões no ombro. Só os casos de dor nas costas somaram 237.113 afastamentos no ano passado, enquanto alterações na hernia de disco chegaram a 208.727 registros. Fraturas na perna, incluindo tornozelo, responderam por 179.743 concessões, e lesões no ombro, por 135.093.
Os dados dimensionam o tema do Abril Verde, campanha voltada à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho. A mobilização tem como referência o dia 28 de abril, dedicado à memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, e reforça a importância da prevenção para evitar afastamentos e impactos na qualidade de vida.
No caso das lesões ortopédicas, o quadro nem sempre está associado a acidentes graves. Em muitos casos, os sinais surgem de forma gradual, com dor ao fim do expediente, sensação de peso nos ombros, formigamento, perda de força ou dificuldade em movimentos simples. Sem atenção, esses sintomas podem evoluir e exigir tratamentos mais prolongados, além do afastamento das atividades. Essas condições costumam estar relacionadas a movimentos repetitivos, longos períodos na mesma posição, postura inadequada, sobrecarga e falta de adaptação do ambiente de trabalho.
“Dor frequente não deve ser tratada como algo normal da rotina. Quando o corpo começa a dar sinais, é importante investigar cedo para evitar que um problema inicial evolua para uma limitação maior”, afirma o gerente do SESMT - Serviços Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho Rodrigo Moura, do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista.
Segundo o especialista, medidas simples no dia a dia contribuem para a prevenção. “Ajustar cadeira e mesa, evitar sobrecarga, fazer pausas ao longo da jornada, alternar posições e investir no fortalecimento muscular são atitudes que ajudam a proteger articulações, músculos e coluna.”
Além da organização do ambiente, o cuidado com o corpo também faz diferença na rotina. Alongamentos, fortalecimento muscular e exercícios ao longo do dia ajudam a reduzir a sobrecarga e o desconforto físico.
Quando a dor já está presente, a orientação é evitar a automedicação e buscar avaliação médica. O diagnóstico adequado permite definir o tratamento mais indicado, que pode incluir controle da dor, fisioterapia e ajustes na rotina profissional.
“A prevenção precisa fazer parte do dia a dia. Pequenas mudanças no ambiente de trabalho e nos hábitos ajudam a evitar lesões e afastamentos, além de preservar a qualidade de vida ao longo do tempo”, finaliza Rodrigo Moura.
Crédito da foto: Divulgação/Freepik
Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico de perfil secundário, referência em atendimentos de baixa e média complexidade para a cidade de Bragança Paulista e para a microrregião bragantina da DRS-VII Campinas, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Essa microrregião reúne os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com uma população estimada de 513 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2024.
A instituição conta com cerca de 2 mil profissionais e aproximadamente 450 médicos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, o hospital realizou 1.435 partos, com média de 120 por mês. No pronto-socorro, foram registradas 147.409 consultas ao longo do ano, considerando atendimentos do SUS e da rede particular, com média mensal de 12.284 pacientes.
No mesmo período, foram realizadas 7.539 cirurgias, média de 628 por mês. Na área de diagnóstico, o hospital contabilizou 2.233.940 exames laboratoriais, com média mensal de 186.162, além de 122.248 exames de imagem, entre raio-X, ultrassonografia e tomografia, média de 10.188 por mês, reforçando seu papel na assistência hospitalar da região.
Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista
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