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Março alerta para doenças que mais afetam a saúde feminina

Março alerta para doenças que mais afetam a saúde feminina

Março é um mês que chama atenção para a saúde da mulher. Além de celebrar o Dia da Mulher, diversas campanhas reforçam a importância da prevenção do HPV, do câncer de colo do útero e da endometriose, lembrando que cuidados contínuos com a saúde ginecológica são fundamentais em todas as fases da vida.
 

De acordo com o ginecologista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dr. Júlio Gomes, a prevenção continua sendo a principal aliada da saúde feminina. “Muitas dessas doenças podem ser evitadas ou diagnosticadas precocemente, mas os sintomas muitas vezes só aparecem em estágios mais avançados. Consultas regulares e exames de rotina fazem diferença no prognóstico”, afirma.
 

O HPV, ou Papilomavírus Humano, é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. Ele pode ser transmitido pelo contato sexual vaginal, anal ou oral, mesmo sem penetração e na ausência de sintomas. A infecção geralmente desaparece sozinha, mas alguns tipos do vírus podem provocar alterações nas células do colo do útero. “É importante entender que o HPV é o principal fator de risco para o câncer de colo do útero. Quando a infecção persiste por anos e não é acompanhada, pode causar lesões que evoluem para a doença”, explica a ginecologista.
 

Entre as formas de prevenção estão a vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos em dose única e para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram, além do uso de preservativo e da realização regular de exames preventivos, como o Papanicolau.
 

O câncer de colo do útero é provocado principalmente pela infecção persistente por HPV e tem evolução lenta, o que possibilita a identificação de alterações antes que se tornem um tumor invasivo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 19.310 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, sendo 2.750 apenas no estado de São Paulo. Nos estágios iniciais, a doença geralmente não apresenta sintomas, mas pode ser identificada por meio do rastreamento periódico. Quando diagnosticado precocemente, apresenta altas chances de cura, e o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, dependendo do estágio da doença. A vacinação segue sendo o método mais eficaz de prevenção, pois protege contra os tipos de HPV mais associados ao desenvolvimento do câncer.

 

Endometriose
 

A endometriose é uma doença inflamatória crônica em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino e bexiga. Estima-se que cerca de 7 milhões de mulheres no Brasil convivam com a condição, que impacta diretamente a qualidade de vida e pode comprometer a fertilidade. Entre 2022 e 2024, os atendimentos relacionados à endometriose no SUS cresceram 76,2%, totalizando 145.744 registros em 2024.
 

O principal sintoma é a dor, que pode se manifestar como cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante ou após a relação sexual e desconforto ao urinar ou evacuar no período menstrual. A doença também está associada à infertilidade, atingindo de 30% a 50% das pacientes diagnosticadas. “A endometriose ainda é diagnosticada com atraso em muitos casos, porque a dor menstrual intensa acaba sendo considerada normal. Quando a dor interfere na rotina, no trabalho ou nos estudos, é sinal de que algo precisa ser investigado”, alerta o especialista.
 

O tratamento é individualizado e pode envolver medicamentos hormonais, analgésicos ou cirurgia por videolaparoscopia, dependendo da gravidade e dos objetivos reprodutivos da paciente.
 

O acompanhamento ginecológico regular é essencial para prevenir, identificar e tratar doenças como HPV, câncer de colo do útero e endometriose, além de outras condições que podem surgir ao longo da vida da mulher. “Vacinação, uso de preservativo, exames de rotina e atenção aos sinais do corpo são medidas simples que permitem prevenção e diagnóstico precoce”, conclui Dr. Júlio Gomes. 

 

Crédito da foto: Divulgação/Freepik
 

Sobre o Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista


 O Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista é um hospital filantrópico secundário de acolhimento e referência às baixas e médias complexidades, com atendimento à cidade de Bragança Paulista e à chamada “microrregião bragantina” da DRS-VII Campinas – SES SP.


 Essa microrregião compreende os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem, com abrangência de aproximadamente 520 mil habitantes (IBGE 2022). 


 A unidade de saúde conta com mais de 1.350 colaboradores diretos e cerca de 450 médicos, além de profissionais autônomos como fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Atualmente, possui 153 leitos, sendo 66 deles destinados ao SUS. Em 2024, foram realizadas 3.190 cirurgias SUS, uma média de 71 partos mensais (SUS) e mais de 19 mil atendimentos mensais no pronto-socorro, além de mais de 173 mil exames laboratoriais e milhares de exames de imagem mensalmente, reafirmando seu papel essencial na assistência à saúde regional.

 

Assessoria de Imprensa do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista

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